Balança da Justiça em movimento
Depois de toda a movimentação em torno da aprovação do projeto ficha limpa, que busca impedir a candidatura de políticos com processos na Justiça, essa semana o Brasil viu dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes e Jose Antonio Dias Toffoli, concederem liminares que permitem a dois políticos que se enquadram na lista a manterem as candidaturas.
Mas, o alento veio a partir da decisão do também ministro Carlos Ayres Brito, que negou de uma só vez três outros pedidos de políticos que pretendiam suspender a lei dos fichas limpas.
A diretora do movimento de combate à corrupção, Jovita José Rosa, comemorou a decisão do ministro Ayres Brito. Segundo ela, "a atitude mostra que nem tudo está perdido na luta para impedir que os ficha sujas concorram em outubro".
Jovita destaca ainda que é preciso que a população faça a mesma cobrança aos ministros do STF. Para ela, "é inadmissível que a instância máxima do Judiciário vá contra uma legislação clara e que nega a candidatura de políticos com processos julgados por um grupo colegiado".
Entre os políticos que tiveram o pedido negado pelo ministro Ayres Brito está o catarinense João Pizzolatti Junior, do Partido Progressista (PP).



